terça-feira, 25 de agosto de 2009
Monografia
Eu sei que a minha relação com você num tá das melhores, que a gente mal tem se falado, mas vem cá, fala comigo, não me deixa nesse desespero sem saber pra onde vou. Reconheço que tenho pensado bastante em você e que não tenho te ligado nem aparecido pra conversar, mas eu prometo que se você der sinal de vida, um sinalzinho que seja pra mim, vou te olhar com carinho todos os dias. Vai, não me deixa no desespero não!
sábado, 8 de agosto de 2009
fast food
Cheguei antes dele, até porque ele não era tão bom assim de esquentar as coisas sozinho. Eu nunca reclamei, era como um pacto: eu não reclamava, e ele fingia que a minha foda era maravilhosa. E aliás, eu já era acostumada com o barulho do seu gozo e com a cara estranha que ele fazia quando tudo terminava, não fazia sentido abrir mão daquela expressão tão engraçada. O quarto do motel cheirava a mofo e a cigarro barato. Lençol de cetim vermelho, espelho no teto, e um objeto estranho em cima da cômoda. Dez minutos depois, chegou. Vinte minutos depois, foi embora. Eu já estava bem acostumada com sexo rápido e mal pago, não muito diferente do hambúrguer que eu comera no almoço.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
escatologias cotidianas
- Ei, num coloca a mão aí não, dizem que corrimão de escada rolante é mais sujo do que um furico.
E a cada subida, tome mão no furiquinho dos outros!
Essa imagem não saía da minha cabeça e, aterrorizada pela gripe suína e pelo furico alheio, fui lavar minha mão.
Ah e ele ainda completou:
- Dizem, nessas reportagens por aí, que a nossa boca é mais suja que o nosso furico.
E a cada subida, tome mão no furiquinho dos outros!
Essa imagem não saía da minha cabeça e, aterrorizada pela gripe suína e pelo furico alheio, fui lavar minha mão.
Ah e ele ainda completou:
- Dizem, nessas reportagens por aí, que a nossa boca é mais suja que o nosso furico.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
antes de tudo
Eu queria falar de você, falar daquilo, daquelas sensações. Mas não dá. Simplesmente não dá. É muita imagem, muito som, tonto amor. E vamos combinar, se amor fosse coisa fácil não tinham nos enganado com essa palavrinha ridícula de duas sílabas. Tá vendo, já tô eu aqui falando de amor, de mim, de você. Não dá. Pára tudo.
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