domingo, 4 de maio de 2008

pólvora

A fumaça, inalada a cada segundo, filtrava algo de espiritual que ainda havia ali. pensamentos, sentimentos e todo tipo de podridão que pudesse contaminar aquela alma.

O fogo, numa tentativa de queimar todas aquelas representações, aparecia com seu laranja vívido, numa especie de esperança que há em todos os processos de morte. como se a natureza inventasse algo de renascimento em tudo aquilo.

no fundo, no fundo, o que eu queria era pólvora. para que tudo explodisse, e depois, do nada, na terra de chão batido, eu pudessse começar tudo de novo.

3 comentários:

Kamila disse...

todo mundo queria começar de novo, embora quando se começa tudo de novo, você tem tudo de volta, então provavelmente fariamos tudo igualzinho ao que já fizemos, agora é só não repetir os mesmos erros, e sempre fazer o melhor possivel, principalmente pra si mesmo!
não sei se entendi o que o texto quis dizer, mas o único comentário que me veio a cabeça foi esse!!

beijoos

Unknown disse...

muito bom, muito bom...

Kamila disse...

vai postar mais não, é mocinha?