Paralisada.
O médico grita: - 1, 2, 3, CLEAR!
(bum!)
Coitada (?), entregue aos mandos e desmandos do próprio eu, até que ainda respira mas não transpira.
Deve estar sonhando com aquele suor que escorre na testa, os calos nas mãos, talvez pra dar algum valor àquilo tudo que chamara vida.
Deitada naquela maca penso que não quero mais esses sorrisos, esse corpo descansado, esse cabelo sedoso e bonito nem esse rosto pintado. Quero sim, os calos, as dores, e no final, a construção erguida pra dar valia à essa obra.
pi, pi, pi, pi, pi..... Parece que os batimentos voltaram.
parece.
Um comentário:
Gostei de verdade.
Gostei de perceber o desejo por vida, vida vivida e não idealizada.
Muito bom.
Eu gosto de ler a realidade desses teus microtextos. Ficcionais ou não, retratam nossos dias e as angústias do Homem moderno.
Beijos,
amo tu.
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