hoje eu escolhi o silêncio
amanhã será o grito
na quinta-feira beberei poemas
e na sexta (ah, na sexta!) ....
terça-feira, 22 de abril de 2008
quinta-feira, 17 de abril de 2008
eu, inteira.
não sei se vocês tem, mas eu tenho uma caixinha com várias coisas antigas.... agendas, diários, cartas, lembranças, ingressos velhos, fotos, recortes de revista... enfim, aquela caixinha que às vezes dá medo de abrir.
reconheço que no começo foi assustador, quase traumático!como se ao olhar no espelho eu pudesse enxergar uma espinha gigante, amarela e feia. mas depois fui me acostumando, e na verdade não havia nada de espinha, rugas, nem nada... só umas sardas que já fazem parte de mim :)
é estranho olhar a marcela de 16, 17, 18, 19, 20 anos através dos olhos da marcela de 22 anos 7 meses 27 dias e 13 horas.! por horas chega a ser divertido, patético até. (não mais patético do que estar escrevendo isso aqui, mas eu já assumi que não sou boa com as fachadas ;)
mas foi lá, procurando fragmentos que encontrei-me inteirinha.
cartas já amareladas, poeminhas de adolescentes, briguinhas com namorados aos 17, cartinhas de amigas com desenhos, escritos de guardanapo em mesa de bar,
é deles que sou feita, não adianta.
e por um momento pensei que estava tal qual a joão e maria, mas ainda bem que não joguei farelos :)
quando irei abrí-la novamente? tomara que demore um bom tempo.
reconheço que no começo foi assustador, quase traumático!como se ao olhar no espelho eu pudesse enxergar uma espinha gigante, amarela e feia. mas depois fui me acostumando, e na verdade não havia nada de espinha, rugas, nem nada... só umas sardas que já fazem parte de mim :)
é estranho olhar a marcela de 16, 17, 18, 19, 20 anos através dos olhos da marcela de 22 anos 7 meses 27 dias e 13 horas.! por horas chega a ser divertido, patético até. (não mais patético do que estar escrevendo isso aqui, mas eu já assumi que não sou boa com as fachadas ;)
mas foi lá, procurando fragmentos que encontrei-me inteirinha.
cartas já amareladas, poeminhas de adolescentes, briguinhas com namorados aos 17, cartinhas de amigas com desenhos, escritos de guardanapo em mesa de bar,
é deles que sou feita, não adianta.
e por um momento pensei que estava tal qual a joão e maria, mas ainda bem que não joguei farelos :)
quando irei abrí-la novamente? tomara que demore um bom tempo.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
sociologia de boteco
sociologia de boteco, é a melhor.
no meio das cervejas e tensões universitárias, esses dias descobri que não preciso de auto-ajuda, terapia nem nada.
era tudo uma questão de saber controlar e segurar a onda da fachada pra definir a situação de acordo com os meus objetivos!
ah marcela, you're soooooo stupid!
no meio das cervejas e tensões universitárias, esses dias descobri que não preciso de auto-ajuda, terapia nem nada.
era tudo uma questão de saber controlar e segurar a onda da fachada pra definir a situação de acordo com os meus objetivos!
ah marcela, you're soooooo stupid!
domingo, 13 de abril de 2008
já não cabia em si mesma. olhava pra frente, pra trás e não via nada. talvez houvesse esquecido de olhar pros lados.
e no auge da sua angústia, atordoada, nem sequer percebia a chuva caindo sobre seus ombros e molhando tudo, sua cabeça, tronco, membros e alma. como numa bênção.
e num susto o vento passou e arrastou um pedaço daquela alma, bagunçando tudo.
um inteiro pela metade nunca será um inteiro.
e no auge da sua angústia, atordoada, nem sequer percebia a chuva caindo sobre seus ombros e molhando tudo, sua cabeça, tronco, membros e alma. como numa bênção.
e num susto o vento passou e arrastou um pedaço daquela alma, bagunçando tudo.
um inteiro pela metade nunca será um inteiro.
sábado, 12 de abril de 2008
peão, bola de gude, futebol, carrinho bate-bate

com os dedos cheio de lama, as unhas pretas daquele chão de terra, o menino corria e se danava a jogar bola de gude. rosto suado, pés enlamaçados, com cara de quem nunca foi tão feliz.
mais uma ferrança,
mais uma carambola,
mais uma leitosa,
o menino era a peste!!
a cada jogada sua latinha se enchia cada vez mais e mais.
depois de muito cansado por ganhar tanto, o menino juntou tudo e foi jogar bola.
corria pra lá,
corria pra cá,
e gol!
era o melhor centro-avante de todo o campeonato de barrinha do bairro. o primeiro a ser escolhido, o artilheiro, o campeão.
depois de tantas bolas, umas grandes, outras pequenas, o menino cresceu.
e já não havia mais latinha, nem barrinha, nem mainha.
mas ele já havia aprendido a ver o sorriso no olho e a amar o amor mais sincero.
ai, como ele era menino.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
já?
Esses dias tenho tido medo do tempo.
ô tempo que não para um segundo!!
saudade de levar vento na cara e conversar um bom papo com seu amigo enquanto ele fuma um cigarro. saudade de andar à toa e ver um filme na quarta-feira. de conseguir comer uma pizza sem ter que passar a noite falando da universidade. saudade de parar pra contemplar ao mundo e a si mesma. saudade do colo da minha mãe. saudade de tomar banho de chuva. saudade de beber, falar besteira e no outro dia nem lembrar de nada. saudade de passar duas horas ao telefone. saudade de passar a tarde vendo besteira na tv e comendo batata ruffles. saudade de ler um bom livro que me faça chorar. saudade de ir pra um show, pra frente do palco gritar e voltar toda suada. ufa!
tem tanta coisa e tão pouca marcela.
o mundo tá gritando ou é impressão minha?
ô tempo que não para um segundo!!
saudade de levar vento na cara e conversar um bom papo com seu amigo enquanto ele fuma um cigarro. saudade de andar à toa e ver um filme na quarta-feira. de conseguir comer uma pizza sem ter que passar a noite falando da universidade. saudade de parar pra contemplar ao mundo e a si mesma. saudade do colo da minha mãe. saudade de tomar banho de chuva. saudade de beber, falar besteira e no outro dia nem lembrar de nada. saudade de passar duas horas ao telefone. saudade de passar a tarde vendo besteira na tv e comendo batata ruffles. saudade de ler um bom livro que me faça chorar. saudade de ir pra um show, pra frente do palco gritar e voltar toda suada. ufa!
tem tanta coisa e tão pouca marcela.
o mundo tá gritando ou é impressão minha?
segunda-feira, 7 de abril de 2008
mística
"Sorte de hoje: Faça apenas o que o coração manda"
Se eu acreditasse realmente no programa gerador de frases do orkut eu tava fudida né.
Hoje o dia começou chuvoso e abriu um sol bem lindo. Eita, que essa semana promete! =)
Se eu acreditasse realmente no programa gerador de frases do orkut eu tava fudida né.
Hoje o dia começou chuvoso e abriu um sol bem lindo. Eita, que essa semana promete! =)
sábado, 5 de abril de 2008
voou, pronto.

Como boa andorinha que é, ela voou novamente.
Era uma andorinha feliz. Branca e bela como as nuvens daquele céu, sua morada e onde amava voar. Bem pequenina comparada ao céu, a andorinha sorria e cantava cada vez que levantava vôo sobre aquele mar imenso. Já havia viajado pelos lugares mais bonitos, e pelos mais feios também. Mas nada disso importava, pois o céu estava sempre ali, a liberdade estava sempre ali.
Como uma boa andorinha desobediente, quebrava todas as regras, cismando sempre em pousar em cada lugarzinho por onde passava (o que era terminantemente proibido!). Tentava todas as vezes construir seu ninho, com cara de casinha nova, mas nunca conseguia. As outras andorinhas já haviam lhe avisado, mas ela não se prestava a ouvir. Eram lamentações de quem nunca construiu uma casinha com cheiro de nova, aconchegante e cheia de sonhos.
Havia parado a algum tempo naquela floresta estranha. Bela, porém estranha. Tentou construir um ninho, mas lá praquelas bandas não tinha palha nem resto de folha que prestasse. Talvez nunca fossem prestar, pra aquecê-la era necessário a palha mais forte e a flor mais cheirosa.
Levantou vôo, meio tonta, mas ainda assim conseguiu bater as asas livremente, como era sua essência. Ainda tinha as asinhas branquinhas quebradas, mas um ou outro animal vinha ajudá-la, e finalmente conseguiu voar. Os outros bichinhos já comentavam e cochichavam uns com os outros onde ela iria pousar da próxima vez. Que pena, nem a andorinha sabia. Talvez voasse com vento no rosto durante muito tempo, talvez encontrasse com outras andorinhas e voassem juntas, ou talvez (mais uma vez), tentasse construir um ninho com palhas lá não muito boas.
Por enquanto ela só voava, feliz da vida por sentir o cheiro da liberdade do ar mais uma vez, naquele céu que parecia ser só seu.
Era uma andorinha feliz. Branca e bela como as nuvens daquele céu, sua morada e onde amava voar. Bem pequenina comparada ao céu, a andorinha sorria e cantava cada vez que levantava vôo sobre aquele mar imenso. Já havia viajado pelos lugares mais bonitos, e pelos mais feios também. Mas nada disso importava, pois o céu estava sempre ali, a liberdade estava sempre ali.
Como uma boa andorinha desobediente, quebrava todas as regras, cismando sempre em pousar em cada lugarzinho por onde passava (o que era terminantemente proibido!). Tentava todas as vezes construir seu ninho, com cara de casinha nova, mas nunca conseguia. As outras andorinhas já haviam lhe avisado, mas ela não se prestava a ouvir. Eram lamentações de quem nunca construiu uma casinha com cheiro de nova, aconchegante e cheia de sonhos.
Havia parado a algum tempo naquela floresta estranha. Bela, porém estranha. Tentou construir um ninho, mas lá praquelas bandas não tinha palha nem resto de folha que prestasse. Talvez nunca fossem prestar, pra aquecê-la era necessário a palha mais forte e a flor mais cheirosa.
Levantou vôo, meio tonta, mas ainda assim conseguiu bater as asas livremente, como era sua essência. Ainda tinha as asinhas branquinhas quebradas, mas um ou outro animal vinha ajudá-la, e finalmente conseguiu voar. Os outros bichinhos já comentavam e cochichavam uns com os outros onde ela iria pousar da próxima vez. Que pena, nem a andorinha sabia. Talvez voasse com vento no rosto durante muito tempo, talvez encontrasse com outras andorinhas e voassem juntas, ou talvez (mais uma vez), tentasse construir um ninho com palhas lá não muito boas.
Por enquanto ela só voava, feliz da vida por sentir o cheiro da liberdade do ar mais uma vez, naquele céu que parecia ser só seu.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
raivas
Acredito que quase todos quando pequenos, tinham uma vó, tia ou mãe que diziam:
- Engula o choro menina!! Quer uma pisa pra ter motivo pra chorar?
E desde então não nos ensinam o que fazer quando sentimos raiva.
De certa forma, a gente aprende que é pra chorar quando tá triste, e que depois passa, pronto (pura mentiraaa!!).
Felizes? Sorrir. Tristes? Chorar. Aperriados? Respirar bem fundo.
Mas com a porra da raiva, ninguém ensina nada.
Gritar? Não pode.
Bater? Não pode.
Quebrar? Muito menos, por acaso sua mãe é dona do atacado dos presentes, ou você tá na novela das 8?
Tá louco? Só louco pra gritar, quebrar e sair batendo nas paredes por aí.
Aí a gente inventa de se entupir de chocolate, ver uns filmes péssimos, tomar a primeira cerveja quente que vê na frente; quando não, ficar em casa esperando pra ver se melhora.
Mas peraí po, a raiva é com aquele(a) filha da puta, ou com aquela situação, e não comigo! Pq me fuder se eu quero que o outro é que se foda? é o outro que eu quero ver gordo, feio, troncho, verruguento. Não eu.
E depois de pensar isso tudo, a gente ainda volta pros chocolates, filmes, coversas fiadas e cervejas quentes. Fazeroquê?
Aí alguém me vêm com essa conversa de racionalidade... ah, faça-me o favor!
Como já dizia o ditado popular: racionalidade de C. é R.!!
- Engula o choro menina!! Quer uma pisa pra ter motivo pra chorar?
E desde então não nos ensinam o que fazer quando sentimos raiva.
De certa forma, a gente aprende que é pra chorar quando tá triste, e que depois passa, pronto (pura mentiraaa!!).
Felizes? Sorrir. Tristes? Chorar. Aperriados? Respirar bem fundo.
Mas com a porra da raiva, ninguém ensina nada.
Gritar? Não pode.
Bater? Não pode.
Quebrar? Muito menos, por acaso sua mãe é dona do atacado dos presentes, ou você tá na novela das 8?
Tá louco? Só louco pra gritar, quebrar e sair batendo nas paredes por aí.
Aí a gente inventa de se entupir de chocolate, ver uns filmes péssimos, tomar a primeira cerveja quente que vê na frente; quando não, ficar em casa esperando pra ver se melhora.
Mas peraí po, a raiva é com aquele(a) filha da puta, ou com aquela situação, e não comigo! Pq me fuder se eu quero que o outro é que se foda? é o outro que eu quero ver gordo, feio, troncho, verruguento. Não eu.
E depois de pensar isso tudo, a gente ainda volta pros chocolates, filmes, coversas fiadas e cervejas quentes. Fazeroquê?
Aí alguém me vêm com essa conversa de racionalidade... ah, faça-me o favor!
Como já dizia o ditado popular: racionalidade de C. é R.!!
Depois o povo começa a escrever blog e ninguém sabe o porquê.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
ansiedade e um texto ansioso
- Ei, me dá o catchup aí.
- É o que minina? Tem calma pô. Diz denovo aí.
- Me passa o catchup, por favor.
- Ah, tá certo. Agora sim eu entendi.
É sério, quem foi que inventou essa história de ansiedade ein? se puder meu filho, se apresente vá. Porra velho, que vontade que eu estou de te encher de porrada e logo após isso chorar bem muito. Existe isso não. A maior fuleragem do mundo é aquela quando seus pensamentos parecem estar todos gritando e correndo a 1.000 km/h, sem falar nas sensações físicas, ah essas sim, são foda. Por acaso eu pedi pra sentir frio na barriga?febre?Ah, e tem a parte de coçar o cabelo que é a melhor de todas. e a mais bizarra. E o pé balançando? aaaaaahhh! esse não!
Portanto, venho por meio desta pedir para pararem com isso que eu não aguento mais blza?
é galera, ja morgou a brincadeira.
entra todo mundo, lava o pé de barro que é hora da janta.
{E de tarde, falando sobre anjos loucos e amores mais insanos ainda; regados a um maracujá alucinógeno, arrumei um parceiro para minhas insanidades. Coitado, ele nem havia pedido para estar ali. E a ansiedade, como boa filha da puta que é, tomou conta sem nem pedir licença.}
- É o que minina? Tem calma pô. Diz denovo aí.
- Me passa o catchup, por favor.
- Ah, tá certo. Agora sim eu entendi.
É sério, quem foi que inventou essa história de ansiedade ein? se puder meu filho, se apresente vá. Porra velho, que vontade que eu estou de te encher de porrada e logo após isso chorar bem muito. Existe isso não. A maior fuleragem do mundo é aquela quando seus pensamentos parecem estar todos gritando e correndo a 1.000 km/h, sem falar nas sensações físicas, ah essas sim, são foda. Por acaso eu pedi pra sentir frio na barriga?febre?Ah, e tem a parte de coçar o cabelo que é a melhor de todas. e a mais bizarra. E o pé balançando? aaaaaahhh! esse não!
Portanto, venho por meio desta pedir para pararem com isso que eu não aguento mais blza?
é galera, ja morgou a brincadeira.
entra todo mundo, lava o pé de barro que é hora da janta.
{E de tarde, falando sobre anjos loucos e amores mais insanos ainda; regados a um maracujá alucinógeno, arrumei um parceiro para minhas insanidades. Coitado, ele nem havia pedido para estar ali. E a ansiedade, como boa filha da puta que é, tomou conta sem nem pedir licença.}
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