quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Do you need anybody?

Hoje escutei Beatles. ou gritei beatles, sei lá.
"i get high with a little help from my friends". Lembrei das noites bêbadas no carro, das tardes sóbrias nos corredores. É porque esses dias eu tô mesmo é pra falar de amor, pra me rasgar inteira. e pra sentir saudade. E vou repetir pra você, amigo querido, as palavras que já são suas, que sairam de mim como um presente direto pra sua mente e coração. te amo.

"esborro na saudade,
de tu, de nós, do todo-dia.

nessa madrugada de meio copo de cerveja quente, desse amor que bate bêbado,
de um carinho que troca as pernas, de uma amizade tonta.

por favor, desce mais um copo que eu vou viver mais histórias do teu lado.

simplesmente amo muito você amigo.

com carinho,
cela. "

terça-feira, 15 de setembro de 2009

com muito açúcar.

É que eu sinto teu amor, assim perto de mim sempre. Vou escrever coisas bobas, frases feitas, rimas fracas só pra você hoje. Nunca consegui escrever nada mais valioso do que os poemas já escritos para outros tantos amores, não é agora que vou tentar.

Mas é que hoje minha voz, minhas palavras, meu texto e meus dedos são só seus.


Lucas, te amo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Paralisada.
O médico grita: - 1, 2, 3, CLEAR!
(bum!)

Coitada (?), entregue aos mandos e desmandos do próprio eu, até que ainda respira mas não transpira.
Deve estar sonhando com aquele suor que escorre na testa, os calos nas mãos, talvez pra dar algum valor àquilo tudo que chamara vida.
Deitada naquela maca penso que não quero mais esses sorrisos, esse corpo descansado, esse cabelo sedoso e bonito nem esse rosto pintado. Quero sim, os calos, as dores, e no final, a construção erguida pra dar valia à essa obra.

pi, pi, pi, pi, pi..... Parece que os batimentos voltaram.
parece.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Monografia

Eu sei que a minha relação com você num tá das melhores, que a gente mal tem se falado, mas vem cá, fala comigo, não me deixa nesse desespero sem saber pra onde vou. Reconheço que tenho pensado bastante em você e que não tenho te ligado nem aparecido pra conversar, mas eu prometo que se você der sinal de vida, um sinalzinho que seja pra mim, vou te olhar com carinho todos os dias. Vai, não me deixa no desespero não!

sábado, 8 de agosto de 2009

fast food

Cheguei antes dele, até porque ele não era tão bom assim de esquentar as coisas sozinho. Eu nunca reclamei, era como um pacto: eu não reclamava, e ele fingia que a minha foda era maravilhosa. E aliás, eu já era acostumada com o barulho do seu gozo e com a cara estranha que ele fazia quando tudo terminava, não fazia sentido abrir mão daquela expressão tão engraçada. O quarto do motel cheirava a mofo e a cigarro barato. Lençol de cetim vermelho, espelho no teto, e um objeto estranho em cima da cômoda. Dez minutos depois, chegou. Vinte minutos depois, foi embora. Eu já estava bem acostumada com sexo rápido e mal pago, não muito diferente do hambúrguer que eu comera no almoço.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

escatologias cotidianas

- Ei, num coloca a mão aí não, dizem que corrimão de escada rolante é mais sujo do que um furico.

E a cada subida, tome mão no furiquinho dos outros!
Essa imagem não saía da minha cabeça e, aterrorizada pela gripe suína e pelo furico alheio, fui lavar minha mão.

Ah e ele ainda completou:
- Dizem, nessas reportagens por aí, que a nossa boca é mais suja que o nosso furico.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

antes de tudo

Eu queria falar de você, falar daquilo, daquelas sensações. Mas não dá. Simplesmente não dá. É muita imagem, muito som, tonto amor. E vamos combinar, se amor fosse coisa fácil não tinham nos enganado com essa palavrinha ridícula de duas sílabas. Tá vendo, já tô eu aqui falando de amor, de mim, de você. Não dá. Pára tudo.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

jaboticaba doce

Um vento frio, a casa escura, cheia de luzes incandescentes, e você a me olhar com seus pequeninos olhos cor de jaboticaba. Quem dera eu ser capaz de parar o presente no infinito daqueles olhos de jaboticaba com os quais você me fita. me despe, me engole, me entende e sorri pra mim.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

é porque pra falar merda eu tô preferindo não dizer nada

domingo, 31 de maio de 2009

imensos e estranhos universos são pessoas.
às vezes queria que conhecessem, às vezes se queria estranha.
parece gostoso ser estranho. tem um quê de misterioso, sei lá. desde pequenina diziam que assim é que era bom.
e aí de repente, aquela multidão insandecida gargalha em incrívei decibéis, e olha dizendo: ridícula. e ninguem vai dizer que é gostoso ser ridícula. gostoso é ser palhaça, ridicula não.