quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

carnaval fora de época

O nosso amor é assim, cheio de barulho, cores, cheiros, e acima de tudo divertido. É carnaval, é divertido, é forte, é bom. E amo. Amo os sorrisos trocados, as conversas bêbadas a sós, os frevos e pulos, o companheirismo ébrios e sóbrios.
Vem carnaval, que a ti eu pulo o ano inteiro, e não pulo sozinha.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

coisas podres excitam. o cheiro forte, o bolor verde e branco, o pus, os vermes.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

E pra onde foram todas aquelas palavras? Siiiiiim, aquelas que iam ser ditas, que deveriam ser ditas, que poderiam ser ditas. Cadê? Ficaram na saudade.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

o que é dificil é o silêncio. a voz é facil, o ouvido, atento.
sai de cena tudo aquilo que significa. silêncio. corta. volta com um close nos rostos vazios, num laço desgastado, de um tecido vermelho poído dos nossos sangues. e num passe de mágica, ou de ficcção, ou mesmo do realismo mais puro, vão entrando novas trilhas sonoras, atores, enredos e cenários. e sobra o silêncio. pois só o silêncio sobraria diante de tanto barulho, de tamanha confusão e corre-corre. diante deste todo-dia ausente de mim.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O melhor a se fazer quando se termina um plano é começar a fazer outros.

"ENCERRADA".
Aquela palavra saída da boca dela parecia ser o fim. O papel em suas mãos, um sorriso no rosto e o olhar carinhoso me dizia que finalmente, havia acabado.
Era o fim. Mas dali em diante me vi tomada por um êxtase, uma felicidade que queimava tudo por dentro. Só conseguia pensar naquilo tudo que vinha pela frente, e não mais no que ficou pra trás. O medo, a tristeza, a saudade, tinham dado lugar à sentimentos esperançosos, ao desejo de continuar andando.
Boa sorte.

sábado, 24 de outubro de 2009

Falar de amor nunca é facil. acho até que é impossível. Falamos da experiência, e não de amor. O amor é do mundo do significante sem significados, do mundo do irreal e real, de um mundo que é nosso mas que nossa consciencia não alcança.
E tentando pensar em experiências, e no que o amor talvez signifique dentro delas, percebo que além de feliz é prazeroso refletir sobre isso. Reconhecer (isso, conhecer novamente) aquele sentimento que sempre achei tão normal, cotidiano. Se deparar com a sua constante mutação e surpresas, lembrar de um momento de experiência desse sentimento, sorrir. E aquela mãe, pai, irmãos, namorado de ontem e de hoje, amigos; eles são só meras paisagens do seu quadro. ali a cor principal é o vermelho, jogado de uma vez só, num espanto, em cima de tudo. porque o que importa é o amor, e só ele é luz.

domingo, 11 de outubro de 2009

digestão

Sentou e chorou. Como não fazia há tempos, desde quando era adolescente, quando seu coração ainda partia, quando ainda havia explicação, quando só seus sentimentos se moviam na velocidade do seu corpo. E com um gole d'agua teve que levantar pra ir trabalhar, criptografando aqueles sentimentos na garganta e os engolindo guela a dentro, até chegar no estômago. e torceu pra que os ácidos derretessem tudo aquilo. e virasse merda.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Do you need anybody?

Hoje escutei Beatles. ou gritei beatles, sei lá.
"i get high with a little help from my friends". Lembrei das noites bêbadas no carro, das tardes sóbrias nos corredores. É porque esses dias eu tô mesmo é pra falar de amor, pra me rasgar inteira. e pra sentir saudade. E vou repetir pra você, amigo querido, as palavras que já são suas, que sairam de mim como um presente direto pra sua mente e coração. te amo.

"esborro na saudade,
de tu, de nós, do todo-dia.

nessa madrugada de meio copo de cerveja quente, desse amor que bate bêbado,
de um carinho que troca as pernas, de uma amizade tonta.

por favor, desce mais um copo que eu vou viver mais histórias do teu lado.

simplesmente amo muito você amigo.

com carinho,
cela. "

terça-feira, 15 de setembro de 2009

com muito açúcar.

É que eu sinto teu amor, assim perto de mim sempre. Vou escrever coisas bobas, frases feitas, rimas fracas só pra você hoje. Nunca consegui escrever nada mais valioso do que os poemas já escritos para outros tantos amores, não é agora que vou tentar.

Mas é que hoje minha voz, minhas palavras, meu texto e meus dedos são só seus.


Lucas, te amo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Paralisada.
O médico grita: - 1, 2, 3, CLEAR!
(bum!)

Coitada (?), entregue aos mandos e desmandos do próprio eu, até que ainda respira mas não transpira.
Deve estar sonhando com aquele suor que escorre na testa, os calos nas mãos, talvez pra dar algum valor àquilo tudo que chamara vida.
Deitada naquela maca penso que não quero mais esses sorrisos, esse corpo descansado, esse cabelo sedoso e bonito nem esse rosto pintado. Quero sim, os calos, as dores, e no final, a construção erguida pra dar valia à essa obra.

pi, pi, pi, pi, pi..... Parece que os batimentos voltaram.
parece.