
com os dedos cheio de lama, as unhas pretas daquele chão de terra, o menino corria e se danava a jogar bola de gude. rosto suado, pés enlamaçados, com cara de quem nunca foi tão feliz.
mais uma ferrança,
mais uma carambola,
mais uma leitosa,
o menino era a peste!!
a cada jogada sua latinha se enchia cada vez mais e mais.
depois de muito cansado por ganhar tanto, o menino juntou tudo e foi jogar bola.
corria pra lá,
corria pra cá,
e gol!
era o melhor centro-avante de todo o campeonato de barrinha do bairro. o primeiro a ser escolhido, o artilheiro, o campeão.
depois de tantas bolas, umas grandes, outras pequenas, o menino cresceu.
e já não havia mais latinha, nem barrinha, nem mainha.
mas ele já havia aprendido a ver o sorriso no olho e a amar o amor mais sincero.
ai, como ele era menino.
Um comentário:
Só sendo menino pra amar o amor mais sincero. Só assim!
Parabéns pelo texto.
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