sábado, 12 de abril de 2008

peão, bola de gude, futebol, carrinho bate-bate



com os dedos cheio de lama, as unhas pretas daquele chão de terra, o menino corria e se danava a jogar bola de gude. rosto suado, pés enlamaçados, com cara de quem nunca foi tão feliz.
mais uma ferrança,
mais uma carambola,
mais uma leitosa,
o menino era a peste!!
a cada jogada sua latinha se enchia cada vez mais e mais.

depois de muito cansado por ganhar tanto, o menino juntou tudo e foi jogar bola.
corria pra lá,
corria pra cá,
e gol!
era o melhor centro-avante de todo o campeonato de barrinha do bairro. o primeiro a ser escolhido, o artilheiro, o campeão.

depois de tantas bolas, umas grandes, outras pequenas, o menino cresceu.
e já não havia mais latinha, nem barrinha, nem mainha.

mas ele já havia aprendido a ver o sorriso no olho e a amar o amor mais sincero.

ai, como ele era menino.

Um comentário:

Cleonardo Mauricio disse...

Só sendo menino pra amar o amor mais sincero. Só assim!

Parabéns pelo texto.