já não cabia em si mesma. olhava pra frente, pra trás e não via nada. talvez houvesse esquecido de olhar pros lados.
e no auge da sua angústia, atordoada, nem sequer percebia a chuva caindo sobre seus ombros e molhando tudo, sua cabeça, tronco, membros e alma. como numa bênção.
e num susto o vento passou e arrastou um pedaço daquela alma, bagunçando tudo.
um inteiro pela metade nunca será um inteiro.
3 comentários:
Que poético. É verdade, "um inteiro pela metade nunca será um inteiro", mas talvez se uma metade encontrar outra que tb foi perdida, quem sabe num fica no fim das contas um inteiro pra dois.
Bjo
e o conjunto vazio,
das aulas de matemática?
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