segunda-feira, 29 de março de 2010
esquivo-me. fujo da mente podre que não se sente. é que sou várias, e como muitas não me satisfaz nem o sujo nem o limpo, nem o podre nem o fresco, nem o ontem nem o hoje, nem o justo nem o canalha; e muito menos o leve ou o pesado. Sou múltipla, e de amar assim em cima de cordas que nunca se encontram, hei de cair desse trapézio.
sábado, 27 de março de 2010
covarde
Queria ter coragem de te mandar embora. Assim como um cachorro que expulso a tapetadas. Sai Rex, sai Rex!!
É que na lembrança a casa parecia tão aconchegante sem teus latidos, mas sem eles talvez sobre um hiato entre meu quarto e o mundo lá fora. Então eu sento na poltrona fofinha, te faço carinho e você lambe minha mão.
É que na lembrança a casa parecia tão aconchegante sem teus latidos, mas sem eles talvez sobre um hiato entre meu quarto e o mundo lá fora. Então eu sento na poltrona fofinha, te faço carinho e você lambe minha mão.
segunda-feira, 8 de março de 2010
tatatatatatatata trrrr
Hardcore. Batidas rápidas, pedais frenéticos, e eu no meio de um furacão que venta os meus pensamentos.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
carnaval fora de época
O nosso amor é assim, cheio de barulho, cores, cheiros, e acima de tudo divertido. É carnaval, é divertido, é forte, é bom. E amo. Amo os sorrisos trocados, as conversas bêbadas a sós, os frevos e pulos, o companheirismo ébrios e sóbrios.
Vem carnaval, que a ti eu pulo o ano inteiro, e não pulo sozinha.
Vem carnaval, que a ti eu pulo o ano inteiro, e não pulo sozinha.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
o que é dificil é o silêncio. a voz é facil, o ouvido, atento.
sai de cena tudo aquilo que significa. silêncio. corta. volta com um close nos rostos vazios, num laço desgastado, de um tecido vermelho poído dos nossos sangues. e num passe de mágica, ou de ficcção, ou mesmo do realismo mais puro, vão entrando novas trilhas sonoras, atores, enredos e cenários. e sobra o silêncio. pois só o silêncio sobraria diante de tanto barulho, de tamanha confusão e corre-corre. diante deste todo-dia ausente de mim.
sai de cena tudo aquilo que significa. silêncio. corta. volta com um close nos rostos vazios, num laço desgastado, de um tecido vermelho poído dos nossos sangues. e num passe de mágica, ou de ficcção, ou mesmo do realismo mais puro, vão entrando novas trilhas sonoras, atores, enredos e cenários. e sobra o silêncio. pois só o silêncio sobraria diante de tanto barulho, de tamanha confusão e corre-corre. diante deste todo-dia ausente de mim.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
O melhor a se fazer quando se termina um plano é começar a fazer outros.
"ENCERRADA".
Aquela palavra saída da boca dela parecia ser o fim. O papel em suas mãos, um sorriso no rosto e o olhar carinhoso me dizia que finalmente, havia acabado.
Era o fim. Mas dali em diante me vi tomada por um êxtase, uma felicidade que queimava tudo por dentro. Só conseguia pensar naquilo tudo que vinha pela frente, e não mais no que ficou pra trás. O medo, a tristeza, a saudade, tinham dado lugar à sentimentos esperançosos, ao desejo de continuar andando.
Boa sorte.
Aquela palavra saída da boca dela parecia ser o fim. O papel em suas mãos, um sorriso no rosto e o olhar carinhoso me dizia que finalmente, havia acabado.
Era o fim. Mas dali em diante me vi tomada por um êxtase, uma felicidade que queimava tudo por dentro. Só conseguia pensar naquilo tudo que vinha pela frente, e não mais no que ficou pra trás. O medo, a tristeza, a saudade, tinham dado lugar à sentimentos esperançosos, ao desejo de continuar andando.
Boa sorte.
sábado, 24 de outubro de 2009
Falar de amor nunca é facil. acho até que é impossível. Falamos da experiência, e não de amor. O amor é do mundo do significante sem significados, do mundo do irreal e real, de um mundo que é nosso mas que nossa consciencia não alcança.
E tentando pensar em experiências, e no que o amor talvez signifique dentro delas, percebo que além de feliz é prazeroso refletir sobre isso. Reconhecer (isso, conhecer novamente) aquele sentimento que sempre achei tão normal, cotidiano. Se deparar com a sua constante mutação e surpresas, lembrar de um momento de experiência desse sentimento, sorrir. E aquela mãe, pai, irmãos, namorado de ontem e de hoje, amigos; eles são só meras paisagens do seu quadro. ali a cor principal é o vermelho, jogado de uma vez só, num espanto, em cima de tudo. porque o que importa é o amor, e só ele é luz.
E tentando pensar em experiências, e no que o amor talvez signifique dentro delas, percebo que além de feliz é prazeroso refletir sobre isso. Reconhecer (isso, conhecer novamente) aquele sentimento que sempre achei tão normal, cotidiano. Se deparar com a sua constante mutação e surpresas, lembrar de um momento de experiência desse sentimento, sorrir. E aquela mãe, pai, irmãos, namorado de ontem e de hoje, amigos; eles são só meras paisagens do seu quadro. ali a cor principal é o vermelho, jogado de uma vez só, num espanto, em cima de tudo. porque o que importa é o amor, e só ele é luz.
domingo, 11 de outubro de 2009
digestão
Sentou e chorou. Como não fazia há tempos, desde quando era adolescente, quando seu coração ainda partia, quando ainda havia explicação, quando só seus sentimentos se moviam na velocidade do seu corpo. E com um gole d'agua teve que levantar pra ir trabalhar, criptografando aqueles sentimentos na garganta e os engolindo guela a dentro, até chegar no estômago. e torceu pra que os ácidos derretessem tudo aquilo. e virasse merda.
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