já? já vai assim? deixe ao menos uma nota de dez em cima da cômoda (vale o cheiro de rapariga que deixei em tua blusa.)
tudo mentira. um salto-alto nunca a fará puta.
domingo, 27 de junho de 2010
a jabuticaba doce do meu carnaval e seu violão. nós, dirigindo em uma rodovia rápida, entrando em pequenas estradas de barro que às vezes nos levam a lugar nenhum, só pela poeira e pelo êxtase de estar perdido. A gasolina acabou, lá fomos nós, encher o tanque de novo pra continuar a vadiar por aí, com vento na cara...
"can i be eletric too?"
sweet, sweet.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
êxtase que vem do simples fato de sermos humanos, não humanos que se definem pelo erro, mas que tem por natureza a escolha.
sorrisos, sempre!
segunda-feira, 29 de março de 2010
esquivo-me. fujo da mente podre que não se sente. é que sou várias, e como muitas não me satisfaz nem o sujo nem o limpo, nem o podre nem o fresco, nem o ontem nem o hoje, nem o justo nem o canalha; e muito menos o leve ou o pesado. Sou múltipla, e de amar assim em cima de cordas que nunca se encontram, hei de cair desse trapézio.
Queria ter coragem de te mandar embora. Assim como um cachorro que expulso a tapetadas. Sai Rex, sai Rex!! É que na lembrança a casa parecia tão aconchegante sem teus latidos, mas sem eles talvez sobre um hiato entre meu quarto e o mundo lá fora. Então eu sento na poltrona fofinha, te faço carinho e você lambe minha mão.
O nosso amor é assim, cheio de barulho, cores, cheiros, e acima de tudo divertido. É carnaval, é divertido, é forte, é bom. E amo. Amo os sorrisos trocados, as conversas bêbadas a sós, os frevos e pulos, o companheirismo ébrios e sóbrios. Vem carnaval, que a ti eu pulo o ano inteiro, e não pulo sozinha.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
coisas podres excitam. o cheiro forte, o bolor verde e branco, o pus, os vermes.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
E pra onde foram todas aquelas palavras? Siiiiiim, aquelas que iam ser ditas, que deveriam ser ditas, que poderiam ser ditas. Cadê? Ficaram na saudade.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
o que é dificil é o silêncio. a voz é facil, o ouvido, atento. sai de cena tudo aquilo que significa. silêncio. corta. volta com um close nos rostos vazios, num laço desgastado, de um tecido vermelho poído dos nossos sangues. e num passe de mágica, ou de ficcção, ou mesmo do realismo mais puro, vão entrando novas trilhas sonoras, atores, enredos e cenários. e sobra o silêncio. pois só o silêncio sobraria diante de tanto barulho, de tamanha confusão e corre-corre. diante deste todo-dia ausente de mim.