segunda-feira, 28 de junho de 2010

já? já vai assim? deixe ao menos uma nota de dez em cima da cômoda (vale o cheiro de rapariga que deixei em tua blusa.)

tudo mentira. um salto-alto nunca a fará puta.

domingo, 27 de junho de 2010

a jabuticaba doce do meu carnaval e seu violão. nós, dirigindo em uma rodovia rápida, entrando em pequenas estradas de barro que às vezes nos levam a lugar nenhum, só pela poeira e pelo êxtase de estar perdido. A gasolina acabou, lá fomos nós, encher o tanque de novo pra continuar a vadiar por aí, com vento na cara...

"can i be eletric too?"

sweet, sweet.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

êxtase que vem do simples fato de sermos humanos, não humanos que se definem pelo erro, mas que tem por natureza a escolha.

sorrisos, sempre!

segunda-feira, 29 de março de 2010

esquivo-me. fujo da mente podre que não se sente. é que sou várias, e como muitas não me satisfaz nem o sujo nem o limpo, nem o podre nem o fresco, nem o ontem nem o hoje, nem o justo nem o canalha; e muito menos o leve ou o pesado. Sou múltipla, e de amar assim em cima de cordas que nunca se encontram, hei de cair desse trapézio.

sábado, 27 de março de 2010

covarde

Queria ter coragem de te mandar embora. Assim como um cachorro que expulso a tapetadas. Sai Rex, sai Rex!!
É que na lembrança a casa parecia tão aconchegante sem teus latidos, mas sem eles talvez sobre um hiato entre meu quarto e o mundo lá fora. Então eu sento na poltrona fofinha, te faço carinho e você lambe minha mão.

segunda-feira, 8 de março de 2010

tatatatatatatata trrrr

Hardcore. Batidas rápidas, pedais frenéticos, e eu no meio de um furacão que venta os meus pensamentos.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

carnaval fora de época

O nosso amor é assim, cheio de barulho, cores, cheiros, e acima de tudo divertido. É carnaval, é divertido, é forte, é bom. E amo. Amo os sorrisos trocados, as conversas bêbadas a sós, os frevos e pulos, o companheirismo ébrios e sóbrios.
Vem carnaval, que a ti eu pulo o ano inteiro, e não pulo sozinha.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

coisas podres excitam. o cheiro forte, o bolor verde e branco, o pus, os vermes.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

E pra onde foram todas aquelas palavras? Siiiiiim, aquelas que iam ser ditas, que deveriam ser ditas, que poderiam ser ditas. Cadê? Ficaram na saudade.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

o que é dificil é o silêncio. a voz é facil, o ouvido, atento.
sai de cena tudo aquilo que significa. silêncio. corta. volta com um close nos rostos vazios, num laço desgastado, de um tecido vermelho poído dos nossos sangues. e num passe de mágica, ou de ficcção, ou mesmo do realismo mais puro, vão entrando novas trilhas sonoras, atores, enredos e cenários. e sobra o silêncio. pois só o silêncio sobraria diante de tanto barulho, de tamanha confusão e corre-corre. diante deste todo-dia ausente de mim.